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Seca no Nordeste

Trabalho por Rachel Cristina Silva Castro, estudante de Geografia @ , Em 08/03/2006

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A SECA NO NORDESTE


Introdução

Indicadores mostram através de estudos que a seca atinge, nos seus vários níveis, 55% da área semi-árida do Nordeste e 42% de sua população.

Desde a grande seca do século passado, a população enfrenta ciclicamente a falta de chuvas e isso vem gerando varias conseqüências, como: a destruição de lavouras, a fome, o êxodo rural, etc.

Depoimentos mostram :

"Expulsos das suas moradas pelo entracado pela natureza com raios do sol, o destino dos desgraçados e a peregrinação pela terra natal ate encontrarem uma cidade, em que vão adiando miseravelmente o desaparecimento do túmulo. "

Através desses dados e de outros que viremos no decorrer do trabalho, esperamos, conhecer as causas e conseqüências da seca no Nordeste, para que possamos ajudar o nosso pais.


Seca no Nordeste

No Brasil, as áreas consideradas e enquadradas na fórmula de Thornthwaite são aquelas abrangidas pelo Polígono das Secas, ou seja, as regiões semi-áridas e sub - úmidas secas do nordeste brasileiro.

O Nordeste apresenta grande diferenciação ecológica, com secas e estiagens atingindo grande parte do território.

Simplificadamente a região pode ser dividida em 4 grandes conjuntos fisiográficos: Mata, Agreste, Cerrado e Sertão.

A porção semi-árida do nordeste compreende uma área de cerca de 900.000 km2, quase toda no embasamento cristalino e sob forte irregularidade climática.

Constatamos também que o clima e a qualidade das terras apresentam limitações muito fortes para o desenvolvimento de atividades de cunho agropecuário que possam competir com os produtos oriundos de outras regiões. A não ser em algumas áreas específicas e, contando com significativos investimentos em tecnologia, a produtividade agrícola é baixa e a produção incerta.

Causas da Seca

O processo de exploração tradicional e com baixo nível tecnológico dos recursos, aliado ao aumento populacional e à expansão dos mercados, tem levado à sobreexploração do ambiente e ao virtual esgotamento da biodiversidade.

A pecuária extensiva, forçada pelos mecanismos de intensificação da exploração dos recursos como mencionado, exerce grande pressão sobre a vegetação nativa, tanto pela eliminação das plantas como pela compactação do solo devido ao pisoteio excessivo.

Em função da falta de manejo adequado na pecuária, as caatingas vêm se exaurindo. De modo geral, os criadores aumentam o número de bovinos, caprinos, ovinos, etc., em limites superiores à capacidade de suporte do ecossistema, que é muito baixa, cerca de 20 hectares por unidade animal (5 a 15 kg de peso vivo por ha).

Estudos realizados para a Conferência Nacional da Seca mostraram que a pecuária tradicional é fator de alteração ambiental que atinge toda a região, mudando a composição florística da vegetação nativa e permitindo a difusão de espécies invasoras sem valor ecológico. Outro fator agravante é a agricultura tradicional de sequeiro com as culturas de milho, feijão e arroz, associada à prática da pecuária extensiva. Estas culturas são bastante exigentes em solo e água, o que raramente permite que se retirem colheitas abundantes devido às secas periódicas e à má distribuição das chuvas.

A frustração das safras e o esgotamento rápido dos solos promovem a agricultura itinerante e a constante rotação de terras, com o pastoreio excessivo das áreas em pousio. Assim, muitas áreas são deixadas em pousio já em estado de degradação avançada, podendo agravar os problemas de perda de solo, além da perda de fertilidade natural em virtude da proliferação de pragas invasoras.

Estes fatos contribuem para a degradação dos solos, para o aumento da super - exploração do extrativismo como forma compensatória de obtenção de renda e