Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Juscelino e a Construção de Brasília

Trabalho por Júnior Aguiar, estudante de História @ , Em 20/02/2006

5

Tamanho da fonte: a- A+

Juscelino Kubitschek e a Construção de Brasília


A mudança da Capital da República para o Planalto Central não era uma idéia nova. Os constituintes de 1891 estabeleceram, nas Disposições Transitórias, essa determinação que, não tendo sido executada em toda a Velha República, foi renovada na constituição promulgada em 1934. Igualmente a carta de 1946 conservou aquele propósito, determinando a nomeação, pelo presidente da República, de uma comissão de técnicos que visassem estudos localizando, no Planalto Central, uma região onde fosse demarcada a nova capital.

Em maio de 1892, o governo Floriano Peixoto criou a Comissão Exploradora do Planalto Central e entregou a chefia a Louis Ferdinand Cruls, astrônomo e geógrafo belga radicado no Rio de Janeiro desde 1874. Essa comissão tinha como objetivo: conforme disposto na constituição, proceder à exploração do planalto central da república e à conseqüente demarcação da área a ser ocupada pela futura capital. O grupo, de vinte pessoas, sai do Rio em 9 de Junho de 1892 e chega a Petrópolis, Goiás, no dia 1º de agosto. Do Rio até Uberaba, no triangulo mineiro, de trem. Daí em diante a cavalo. O relatório final é apresentado em 1894:

Em resumo a zona demarcada goza, em sua maior extensão, de um clima extremamente salubre, em que o emigrante europeu não precisa da aclimação, pois encontrará aí condições climatéricas análogas ás que oferecem as regiões as mais salubres da zona temperada européia. (...) É inegável que até hoje o desenvolvimento do Brasil tem se, sobretudo localizado na estreita zona de seu extenso litoral, salvo, porém, em alguns dos seus estados do sul, e que tem beneficiado desse desenvolvimento. Entretanto, como demonstra a exploração à qual procedeu esta comissão, existe no interior do Brasil uma zona gozando de excelente clima, com riquezas naturais, que só pedem braços para serem exploradas.

As razões que determinavam, naquela época a mudança eram diversas. Antes do Governo de Rodrigo Alves, a febre amarela era endêmica no Rio de Janeiro: o motivo sanitário preponderava. Achavam conveniente a mudança da Capital para um lugar mais saudável. Também havia razões de ordem estratégica. Com o tempo, todas elas perderam sua motivação. A febre amarela foi erradicada. Com o progresso da arte da guerra, já não havia mais a invulnerabilidade de um ponto mais distante. Contudo, a idéia permaneceu. Em Minas, os inconfidentes já haviam preconizado também a idéia. Apenas variavam as fórmulas. Uns achavam que a capital devia ser estabelecida em Ouro Preto. O jornalista Hipólito José da Costa, redator do Correio Brasiliense, jornal editado em Londres, defendia e justificava a transferência da capital para o interior, às cabaceiras do rio São Francisco. Em 1821, José Bonifácio, nas suas instruções ao Governo provisório de São Paulo, aconselhava a mudança para um sítio sadio, ameno, fértil e regado por algum rio navegável. O povo de Goiás como o de Mato Grosso formaria coeso em torno do candidato que prometia a mudança da capital da república para o planalto central.

Juscelino enfrentava, porém, um problema. Ele tinha que estabelecer o plano de metas em trinta itens. Foi obrigado acrescentar mais um: o da construção da capital.

Disputando a presidência como candidato da coligação P.S.D. – P.T.B., no dia 4 de abril de 1955, no seu primeiro comício em Jataí (GO), Juscelino decidiu fazer a mais óbvia das promessas de campanha: jurou que iria "cumprir a Constituição". De acordo com JK, ao final do comício em Jataí, "uma voz forte se impôs" e o interpelou. "O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a constituição. Desejo saber se pretende pôr em prática a mudança da capital federal para o Planalto Central". Embora considerasse a pergunta embaraçosa e já tivesse seu Plano de Metas, JK respondeu que construiria a nova capital. Dessa