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O Mal

Trabalho por Wellington Costa de Oliveira, estudante de Filosofia @ , Em 03/09/2005

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O MAL

ITAMBACURI – MG, OUTUBRO DE 2001


Agradecimentos

O autor deseja expressar seus sinceros agradecimentos ao professor Frei Agostinho pela assistência fornecida na preparação desta síntese. Além disso, agradece em especial a Província Nossa Senhora dos Anjos por ter concedido a minha pessoa a oportunidade de terminar o curso de filosofia.


Introdução

Este trabalho é uma pequena tentativa de entender e refletir sobre a o problema do mal. Este problema perpassa o tempo e espaço, com isto ele abre um horizonte de pensamentos e escritos, o que cada vez mais o torna fascinante e atraente.

Procurei neste trabalho, fazer um pequeno ensaio sobre o problema do mal, trabalhando o tema em dois capítulos que abrangem o mal em sua origem e o problema do mal.

Para melhor compreensão dos leitores o primeiro capítulo está dividido em dois tópicos, onde o primeiro é uma definição do mal e o segundo que trata a relação de Deus e o mal. Já o segundo capítulo, para melhor trabalhar o problema do mal, achei por bem dividi-lo em três tópicos, dando assim uma seqüência no pensamento. O primeiro tópico trata a questão do mal metafísico-ontológico, o segundo trata a questão do mal moral e o terceiro trabalha em cima do mal físico.


I - A origem do mal

1.1 – Uma definição de mal

Mal: Tradução do latim malun: tudo o que prejudica, fere ou incomoda; o contrário de bem; problema que resulta da dificuldade que sentimos em conciliar a realidade do mal com a existência de um Deus criador, de poder e perfeição infinitos.

O mal é uma das questões clássicas da moral e filosofia da religião. Ao longo da tradição teológica e metafísica ocidental distinguiram-se três formas de mal:

(1) malum physicum - o sofrimento, dor e tristeza.

(2) malum morale - o pecado, a imoralidade.  

(3) malum metaphysicum - a finitude humana, tanto temporal (mortalidade) quanto cognitiva (ignorância).

A ignorância (que também poderíamos chamar de mal epistemológico) não é, todavia, hoje tratado sob título de mal, assim como a finitude (malum 3) não é, em geral, tida como realmente mal. O mal é utilizado, entre outros, no sentido de faculdade do espírito, e neste caso visto como ação livre de escolha.

O mal segundo Agostinho seria "mal não é outra coisa que a corrupção da medida, da beleza e da ordem natural" (Agostinho,1995, p.45). Surgem com isso algumas perguntas que se tornam enigmas para mim e creio que para toda humanidade: Se Deus é bom de onde advém o mal? O pode o mal ter sido ensinado? Paul Ricoeur no diz "no rigor do termo, o mal moral, ou pecado em linguagem religiosa, designa aquilo que torna a ação humana objeto de imputação, de acusação e de repreensão".(Ricoeur,1913, p.23).

Veremos que Guimarães Rosa vai definir o mal como a antítese de Deus, ou seja, como o Diabo. Ele empreende uma verdadeira jornada nominalista para entender a origem do mal, de onde provem todo mal, "Rincha-Mãe, Sangue-d’Outro, o Muitos-Beiços, o Rasga-em-Baixo, Faca-Fria, Fancho-Bode, um treciziano, o Azinhavre...." (Rosa, 1986, p.03).

Ao tentar dar nome ao mal, com uma linguagem tipicamente regionalista, ele busca compreender a origem do mal que no seu romance ele define como o Diabo, e que o mesmo está em toda parte e ocupa um lugar especial dentro do homem "...o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem" (Rosa, 1986, p.03).

Guimarães Rosa trabalha essa questão do mal, na perspectiva do mal não ser nada e essa possibilidade do nada é que