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A Sedução no Discurso: O Poder da Linguagem nos Tribunais de Júri

Trabalho por Norton Ferreira de Moraes Junior, estudante de Direito @ , Em 01/07/2005

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A Sedução no Discurso: O Poder da Linguagem nos Tribunais de Júri


O autor desta obra, Gabriel Chalita, é doutor em Direito e em Comunicção e Semiótica, mestre em Direito e mestre em Ciências Sociais. É advogado, bacharel em Direito e em Filosofia, além de ser professor de Teoria Geral do Direito e Filosofia do Direito.

O autor tem por objetivo, em sua obra, afirmar os preceitos da Semiótica com os Direito, na medida em que é demonstração viva de que a ciência não é estanque, nem pode ser objeto de monopólio, mas é dinâmica por excelência, por isso, o autor trabalha com exemplos de filmes, com o objetivo de demonstrar que a sedução é utilizada nos discursos dos advogados e promotores de justiça, para assim convencer os auditórios e tribunais, das teses por eles defendidas.

No primeiro capitulo, Gabriel Chalita diz que os advogados e promotores são os mais interessados em argumentar em favor da parte que representam, por ser essa a essência de sua atuação, mas para isso, é preciso persuadir os jurados, usando tanto o aspecto racional como o emocional para alcançar esse objetivo. Isso é, portanto, um processo de sedução. Neste mesmo capítulo o autor delimita sua tese, ao campo do direito penal e ao processo penal, tendo por objetivo, mostrar as "artimanhas" usadas pelos Advogados a Promotores para seduzir os jurados.

No capítulo 2, o autor traz exemplos dos filmes Tempo de Matar, Filadélfia, Questão de Honra e Assassinato em Primeiro Grau. Para mostrar aos leitores as atuações nos tribunais de Júri, e com o objetivo de considerar o poder da persuasão e da sedução, nos discursos de advogados e Promotores (defesa e discussão), que têm de convencer os jurados de que estão com a verdade.

No terceiro capítulo, dando continuidade à tese sobre a importância da sedução nos tribunais de Júri, Chalita mostra um caso Brasileiro, um julgamento realizado no Foro Regional de Pinheiros, em Novembro de 1994, com o objetivo de mais uma vez, analisar o desempenho da promotoria e da defesa.

Neste mesmo capítulo, o autor diz que por causa da sua importância, esse caso serve de exemplo para a Escola Paulista do Ministério Público, que prepara promotores Públicos.

No quarto capítulo, o autor nos fala sobre a importância de uma palavra dita na hora certa, fala também, sobre o tom, o ritmo, e a entoação, pois tudo isso contribui para um bom discurso nos tribunais.

Ainda neste capítulo Gabriel Chalita, analisa os principais qualidades que fazem da palavra oral um poderoso elemento de educação, são eles: A linguagem do Silêncio, Argumentação e Retórica. Além disso analisa os fatores que podem prejudicar o discurso: Defeitos e Falácias do Discurso, Erros, Posturas Físicas enganosas, e outros erros.

Gabriel Chalita termina o quarto capítulo, descrevendo os debates entre Advogados a Promotores, que sem dúvida é o que influenciara o Júri numa futura decisão.

Já no capítulo cinco, o autor começa falando sobre os elementos Objetivos e Subjetivos do discurso jurídicos que, segundo ele, certamente merecem atenção. Depois cita o caso do índio Pataxó, morto por alguns jovens em Brasília, e fala sobre a decisão da Juíza naquela ocasião.

Neste mesmo capítulo, o autor explica sobre as atitudes do orador, sobre os papéis dos advogados e promotores sobre o discurso e suas condicionantes sobre o auditório para quem é proferido o discurso, a verdade, o objeto, a emoção e a autoridade no discurso, bem como sua imagem.

No sexto capítulo Gabriel Chalita começa discursando sobre o Júri, daí o título: Júri, o auditório soberano do discurso. Apresenta citações de outros autores e exemplos bíblicos, afim de exemplificar o