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A Situação da Chechênia

Trabalho por Carina DAgostin, estudante de História @ , Em 22/06/2005

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Atual Situação da Chechênia


As autoridades pró-russas da Chechênia denunciaram hoje a existência de 52 valas comuns nesta república autônoma do sul da Rússia, e admitiram falta de vontade política para acabar com o lucrativo mercado dos seqüestros.

"Devem ser tomadas decisões para exumar, identificar e voltar a enterrar" os mortos, afirmou Nurdi Nukhazhiev, chefe do Comitê Governamental checheno para a Proteção dos Direitos Constitucionais dos cidadãos.

O funcionário checheno, que fez estas revelações durante uma reunião do Conselho de Estado (órgão consultivo da Chechênia), pediu a colaboração das autoridades locais e do ministério russo de situações emergenciais.

"A situação é muito mais complexa e trágica do que poderia parecer. Por baixo, entre 50 mil e 60 mil pessoas estão indignadas com os seqüestros e as desaparições", acrescentou.

Nukhazhiev revelou que a maioria das pessoas que se dirigem a seu escritório procura por informações sobre o paradeiro de familiares desaparecidos durante a primeira guerra chechena (1994-96) e a atual, que começou em outubro de 1999.

"Não há vontade política, nunca se produziu uma ordem das mais altas instâncias para que todo mundo trabalhe. A situação não melhorará até que se tome uma decisão política a respeito", afirmou.

Na sua opinião, esse assunto poderia ser um foco de instabilidade nas eleições parlamentares de novembro. O vice-presidente do Conselho de Estado checheno, Abu Aliyev, informou nesta quarta-feira que o número de desaparecidos desde o princípio da segunda guerra chechena é de 2.845, e o de libertados chega a 366.

"O seqüestro e o desaparecimento de centenas de pessoas anualmente se transformou em um fator que pode desestabilizar gravemente a situação na república", alertou Aliyev.

No entanto, a organização russa Memorial, de defesa dos direitos humanos, comunicou que o número real de assassinatos e seqüestros cometidos na Chechênia pode ser "muitas vezes superior" às cifras anunciadas.

"Nós apenas cobrimos 30% do território checheno, e a cifra de seqüestros chega a 1,6 mil entre 2002 e 2005", declarou a porta-voz da Memorial, organização fundada pelo cientista e dissidente Andrei Sakharov. Deles, 937 continuam desaparecidos, 506 foram libertados e 161 morreram, enquanto outros dez estão sendo processados por integrar a guerrilha.

Só em 2005, foram seqüestradas 118 pessoas na Chechênia - 66 continuam em paradeiro desconhecido, 46 foram resgatadas, quatro morreram e duas apareceram detidas.

Segundo a Memorial, a base militar russa de Khankala, a maior do país em território checheno, é local de prática de torturas e execuções sumárias, e possui várias valas comuns.

Pouco depois, o Defensor público da Chechênia, Lema Khasuyev, assegurou que não cooperará com os representantes desta organização de direitos humanos já que "quanto pior é a situação na Chechênia, melhor para a Memorial".

Diante dessas acusações, a porta-voz do grupo respondeu que a posição do Defensor público "contrasta com a do presidente checheno, Alu Alkhanov, que se comprometeu recentemente em Estrasburgo a colaborar conosco".

Khasuyev também anunciou que os 19 distritos chechenos contarão com um comissário de direitos humanos a partir da próxima semana. Ajudantes serão distribuídos por todas as regiões da república. "É necessário reagir de maneira operacional para resolver o problema dos seqüestros, já que as autoridades centrais não cooperam", afirmou.

Enquanto as autoridades centrais acusam a guerrilha separatista de aterrorizar a população, organizações não-governamentais culpam diretamente o Exército federal e as milícias do governo pró-russo por este lucrativo negócio.

A jornalista russa Anna Politkovskaya, autora de vários livros sobre a Chechênia, declarou recentemente que 10% dos seqüestros são cometidos por russos, 5% pela guerrilha separatista e 85% pelas milícias de Ramzan Kadyrov, vice-primeiro-ministro da