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Política de Rendas

Trabalho por Tais Silva Molina, estudante de Economia @ , Em 18/06/2005

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POLÍTICAS DE RENDAS


1 - INTRODUÇÃO

Uma política de renda é uma política dirigida para o controle da inflação, através da utilização de metas ou de outras restrições sobre salários monetários e os preços. Restrições sobre os salários afetam a renda do trabalho. Restrições sobre os preços afetam outras rendas, tais como lucros e aluguéis.


2 - Políticas de Rendas

2.1 Conceito

A política de rendas estabelece controles sobre a remuneração dos fatores diretos de produção envolvidos na economia, tais como salários, depreciações, lucros, dividendos e preços dos produtos intermediários e finais; é a que o governo exerce.

2.2 A dinâmica da inflação

Tanto na terapia monetarista quanto na estabilização cambial, os problemas de transição que surgem são causados pelo fato de que, por uma temporada, os salários nominais continuam a se reajustar de acordo com a inflação passada. A mudança desse comportamento requer um interlúdio recessivo. Essas suposições podem ser formalizadas pela curva da Philips de salários e pela equação de expectativas à moda de Cagan. Regras de indexação que compõem periodicamente o pico de poder aquisitivo dos assalariados têm efeito análogo às expectativas adaptativas.

Fosse possível apagar subitamente a memória inflacionária, e fazer com que os agentes econômicos previssem corretamente o futuro, os sacrifícios de estabilização desapareceriam: lançada a âncora monetária ou cambial, a inflação cessaria subitamente sem nenhum sacrifício do produto ou do emprego.

Na década de 1970, a ala mais conservadora dos economistas, os teóricos das expectativas racionais, lançaram a conjectura de que esse ajuste indolor se conseguiria desde que os programas de combate à inflação merecessem a devida credibilidade.

Inegavelmente, a credibilidade é um fator muito importante para reduzir sacrifícios do combate à inflação. Mas os novos clássicos subestimaram a inércia inflacionária, e o seu conceito de racionalidade de expectativas era bastante questionável.

A sugestão dos neo-keynesianos é que se complemente a austeridade monetária e fiscal com políticas de rendas, isto é, controle de salários, preços e taxas de câmbio.

Os economistas conservadores se opõem às políticas de rendas por duas razões. Uma inteiramente dogmática: porque elas interferem no livre funcionamento dos mercados. Outra, mais pragmática,lembra que o sucesso temporário dos controles convida o governo a relaxar a política monetária e fiscal: o sucesso da anestesia posterga a cirurgia. Posto isto, quando cessam os efeitos dos anestésicos, a inflação ressurge a pleno vapor.

Que as políticas de rendas podem ser desastrosas quando desacompanhadas dos controles de demanda agregada, sabe-se desde a Antigüidade histórica. O código de Hamurabi congelou os dois preços básicos da época, o do óleo e o do sal, condenando os infratores a serem queimados no óleo. Só que faltou óleo para queimar os infratores. Roma, nos tempos do imperador cleciano, resolveu acabar com a inflação com um controle geral de preços. O resultado foi uma fase inicial de deslumbramento, seguida de uma fase de desabastecimento e de proliferação de ágios e mercado negro, até a fase final de colapso dos controles.

Insucessos do gênero contam-se às centenas, valendo mencionar alguns exemplos recentes.

Na escala das inflações de um dígito, vale citar o congelamento de salários e preços decretado nos Estados Unidos em 15 de agosto de 1971 pelo Presidente Nixon. A inflação praticamente acabou no início, mas, como a política monetária continuou expandindo a demanda agregada, dois anos depois o congelamento tornou-se insustentável e a inflação subiu para 7% em 1973.

A América Latina oferece exemplos muito mais explosivos de insucessos em matéria de política de rendas. Em 1971, o Presidente chileno, Salvador Allende, resolveu