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Dreno de Tórax e Traqueostomia

Trabalho por Juliana Pimenta Ruas El Aoaur, estudante de Medicina @ , Em 16/06/2005

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DRENO TÓRAX


É um procedimento para tratamento de derrames ou pneumotórax na cavidade pleural.

A toracotomia de forma fechada resolve grande parte situações, quer sejam por doenças inflamatórias ou traumas que podem ser abertos ou fechados.

As doenças como tuberculose complicada, insuficiência cardíaca congestiva, pneumonias, tumores, etc, podem levar a derrames da cavidade pleural ou pneumotórax.

Os traumas abertos por lesão por armas branca ou de fogo ou outros objetos perfurantes e os traumas fechados causados por volante de automóvel, queda de grandes alturas ou outro tipo de impacto também levam a derrames, principalmente o hemo e o pneumotórax.

As chamadas BLEBS são bolhas dos ápices pulmonares e podem também se localizar nas fissuras da pleura visceral. Rompem espontaneamente causando pneumotórax. São mais comuns em pessoas do sexo masculino.

O dreno de tórax é colocado sob anestesia local ou toco regional (bloqueio intercostal), na cavidade pleural (entre pleura frontal e visceral). É feito, em geral, por material descartável, mas nada impede a montagem através de tubos de silicone e vidros especiais para receber a drenagem.

O dreno, do tipo tubular, tem perfuração na sua porção distal que permite fluir secreções ou ar, que saem em direção ao recipiente de plástico ou vidro e encontra outro tubo dentro deste local que estará dentro de conteúdo líquido (mais ou menos 250ml normalmente por soro fisiológico – material estéril). Em outra extremidade da tampa do recipiente temos um outro pequeno tubo, que não está em contato com o líquido, para a saída de ar. Por isso chamamos esta drenagem de ‘selo d’água’.

O dreno é colocado mais ou menos no 5º a 7º espaço intercostal, na linha axilar média. Porém outros espaços podem ser usados.

Em épocas passadas usava-se para pneumotórax o 2º espaço intercostal, supondo que o ar do pneumotórax seria melhor drenado em partes superiores do tórax. Hoje, este conceito está ultrapassado, usando-se o mesmo local para todos os drenos.

A sua retirada depende de exames seriados para controle destas enfermidades, através dos raios-X do tórax em posição póstero-anterior ou perfil.

A cavidade pleural tem pressão negativa, o que deverá normalizar após retirar estas secreções ou ar que a positivaram, igualando com a pressão atmosférica externa.

O pneumotórax hipertensivo é uma situação grave, com respiração chamada paradoxal. Quando o tórax, aplastado por esmagamento e fraturas múltiplas de costelas, leva o paciente ao inspirar, o tórax não expande, fazendo movimento contrário.

A solução imediata é colocar um peso sobre o tórax e drenar. Se não for possível, por qualquer que seja o motivo, a simples perfuração por agulha calibrosa, pode aliviar o paciente e salvar sua vida.

O chamado pulmão de DANANG (assim denominado após observações na Guerra do Vietnã) é uma situação muito grave por lesão do tórax em explosões, levando ao endurecimento do mesmo, que exige drenagem imediata para ventilar o paciente.

Em lesões múltiplas de tórax, com derrame, e abdome, jamais deverá o anestesista iniciar seu procedimento sem que haja um dreno de tórax colocado. O tórax tem prioridade sobre o abdome nestas situações.

Quero aqui recordar que, em lesões com hemotórax, que drenam em torno de 2000ml nas primeiras horas, indica lesão de grandes vasos, o que, por si só, obriga ao cirurgião à abertura do tórax para hemostasia.

As drenagens por secreções, quando curadas após várias recidivas, observar se há fístula brônquica que, assim como as BLEBS, exigem intervenção cirúrgica.

Portanto, a drenagem fechada do tórax é procedimento imperativo para tratamento destas situações, podendo de forma simples e