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Assistência Farmacêutica

Trabalho por Liana Pellicioli, estudante de Farmácia @ , Em 07/05/2005

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ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA


1 INTRODUÇÃO

O grande avanço da tecnologia a partir de meados do século XX representou para todas as profissões, e em especial para aquelas da área da saúde, uma readaptação ao que a sociedade delas exigia. No caso da Farmácia, o farmacêutico passou a centrar todo seu conhecimento no medicamento como um produto, o ser humano sendo apenas o depositário de amontoado de reações químico farmacológicas necessárias para que o fármaco fizesse efeito. (CIPOLLE, STRAND, MORLEY 1998). A principal tarefa do farmacêutico era a dispensação dos medicamentos, sendo o farmacêutico um simples intermediário a entregar o medicamento, o que fez com que este se afastasse do seu real local de trabalho – a farmácia.

A Atenção e a Assistência Farmacêutica são termos que surgiram recentemente e que estão sendo implementados nas grades curriculares dos cursos de Farmácia. A Atenção Farmacêutica garante uma terapia segura e eficiente ao paciente, busca a diminuição dos sintomas provocados pelo medicamento ou efeitos colaterais, tende a melhora da qualidade de vida do paciente, acompanhamento farmacoterapêutico, orientação quanto a administração dos medicamentos e etc. A Assistência Farmacêutica consiste principalmente na distribuição de medicamentos no setor primário da saúde (prevenção) para a população de baixa renda, já que, segundo dados da Política Nacional de Medicamentos, a grande maioria da população com salário inferior a 4 salários-mínimos, consome somente 16% do consumo total. Ela envolve o abastecimento de medicamentos em todas e em cada uma de suas etapas constitutivas, a conservação e controle de qualidade, a segurança e a eficácia terapêutica dos medicamentos, o acompanhamento e a avaliação da utilização, a obtenção e a difusão de informação sobre medicamentos e a educação permanente dos profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para assegurar o uso racional de medicamentos.


2 ATENÇÃO E ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

2.1 Atenção Farmacêutica

Nas publicações de ciências farmacêuticas a primeira definição de atenção farmacêutica apareceu em 1980 em um artigo publicado por Brodie et al:

Em um sistema de saúde, o componente medicamento é estruturado para fornecer um padrão aceitável de atenção farmacêutica para pacientes ambulatoriais e internados. Atenção farmacêutica inclui a definição das necessidades farmacoterápicas do indivíduo e o fornecimento não apenas dos medicamentos necessários, mas também os serviços para garantir uma terapia segura e efetiva. Incluindo mecanismos de controle que facilitem a continuidade da assistência .

O conceito clássico de atenção farmacêutica "a provisão responsável da farmacoterapia com o objetivo de alcançar resultados definidos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes" foi publicado por Hepler & Strand em 1990. Esta definição engloba a visão filosófica de Strand sobre a prática farmacêutica e o pensamento de Hepler sobre a responsabilidade do farmacêutico no cuidado ao paciente. Os resultados concretos são: 1) cura de uma doença; 2) eliminação ou redução dos sintomas do paciente; 3) interrupção ou retardamento do processo patológico, ou prevenção de uma enfermidade ou de um sintoma.

Ao analisar as funções do farmacêutico no sistema de atenção a saúde a Organização Mundial de Saúde - OMS estende o benefício da atenção farmacêutica para toda comunidade reconhecendo a relevância da participação do farmacêutico junto com a equipe de saúde na prevenção de doenças e promoção da saúde. Na ótica da OMS:

Atenção Farmacêutica é um conceito de prática profissional na qual o paciente é o principal beneficiário das ações do farmacêutico. A atenção farmacêutica é o compêndio das atitudes, os comportamentos, os compromissos, as inquietudes, os valores éticos, as funções, os conhecimentos, as responsabilidades e as habilidades do farmacêuticos na prestação da farmacoterapia com o objetivo de obter resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de vida do paciente. (OMS, 1993).

Utilizando referenciais internacionais, análise do contexto