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Operações Concretas

Trabalho por Liliani Lopes Lessa, estudante de Pedagogia @ , Em 02/09/2004

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OPERAÇÕES CONCRETAS


Qual o papel das estruturas lógico-matemáticas na análise do comportamento intelectual humano?

São estruturas importantes na maneira como Piaget esquematiza os fatos: constituem o cerne estrutural do período das operações concretas – e uma análise cuidadosa da relação entre a estrutura e o comportamento neste período tornará desnecessária uma análise semelhante, no momento em que chegarmos às demais estruturas concretas e formais.

Piaget teria correspondido mais às nossas aspirações se tivesse ido além da simples afirmação de que as estruturas lógico-matemáticas modelam as estruturas do pensamento. Teria mostrado com clareza como cada componente do modelo é traduzido, em termos isomórficos, em componentes específicos de comportamento.

Embora Piaget tenha realmente fornecido alguns detalhes sobre a relação entre os modelos e os dados, ele não fez nada tão completo e explícito como aquilo que acabamos de enumerar. No entanto, é possível fazer uma síntese do que ele escreveu, embora se corra o risco de distorções interpretativas.

O que ela diz é que se uma pessoa apreende completamente a natureza básica das classes e das relações, e as operações que se pode realizar com elas, então podemos dizer que ela tem estruturas cognitivas que se aproximam dos noves agrupamentos, tomados como padrões ideais. Em outras palavras, quando uma pessoa faz aquilo que é possível fazer num nível puramente ativo com as operações lógicas de classes e de relações, ela está-se comportando de modo semelhante a um computador que opera com um programa de agrupamento.

É importante compreender este ponto fundamental: os agrupamentos não foram totalmente formulados a partir da observação de como as crianças pensam. Por exemplo, Piaget não tem provas experimentais, que conhecemos e, que sejam relevantes à verificação dos Agrupamento IV e VIII no pensamento operacional concreto.

O enfoque empírico está voltado para a seguinte questão: em que medidas as crianças de 7-11 anos de idade são capazes de agrupar coisas específicas e justificar o emprego dos agrupamentos como modelos de sua cognição? Para respondê-la, Piaget parece operar em dois níveis que se interpretam, mas que são conceitualmente distintos. O primeiro é mais global, intuitivo e difícil de caracterizar em termos mais precisos. Piaget parece afirmar, a partir de uma fundamentação experimental variada, que as crianças no período operacional concreto realmente apresentam certas qualidades cognitivas generalizadas e mais ou menos intangíveis que sugerem a presença de uma estrutura do tipo agrupamento (não encontradas entre as crianças pré-operacionais). Existem duas particularmente que o leitor já teve oportunidade de conhecer. Primeiro estas crianças mais velhas são sistemáticas em seu comportamento cognitivo, ou seja, agem como se suas ações cognitivas tivessem origem num sistema de ações coerente e intercoordenado. Segundo – e Piaget é quase obsessivo a este respeito - , suas cognições parecem impregnadas de uma outra expressão de reversibilidade.

A presença no comportamento da criança mais velha tanto da qualidade de sistema como de seu componente denominado reversibilidade, muito mais pressentida do que percebida, tem um caráter muito mais vago do que exato.

Muito mais do que no caso da abordagem global, a estratégia que consiste em procurar equivalentes isolados, permite que os agrupamentos funcionem como pontos de referência conceituais (senão como modelos no sentido estrito) a partir dos quais possam ser imaginados e levados a efeito novos experimentos.

Em resumo, Piaget parece fazer três coisas com os agrupamentos lógicos e evidentemente esta afirmação também é válida para as demais estruturas que examinaremos. Em primeiro lugar, ele os considera como uma caracterização estrutural precisa e econômica da cognação "ideal" no reino das operações lógicas intensiva com classes e relações. Em segundo lugar, eles constituem um quadro de referencia para interpretar algumas qualidades globais e imprecisas, porém importantes, do pensamento