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Relação de Trabalho e Capitalismo

Trabalho por Wagmer Souza Amorim, estudante de Pedagogia @ , Em 26/08/2004

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Relação de Trabalho e Capitalismo


INTRODUÇÃO

Neste trabalho demonstraremos em cinco teses a relação de trabalho com o homem, as relações sociais com as relações capitalistas, de como a sociedade vive em torno deste modo capitalista, distinguir a diferença de valor de uso e valor de troca com concepção sobre a crise do trabalho e o envolvimento do trabalho concreto e abstrato dentro da sociedade.


DESENVOLVIMENTO

PRIMEIRA TESE

Há autores que defendem a perda da centralidade da categoria trabalho na sociedade contemporânea, há ressalvas uma vez que a busca pela qualificação, pela intelectualização do trabalho fabril e da perda desta centralização. Ainda que haja uma redução quantitativa, o trabalho abstrato cumpre papel decisivo no valor de troca. Isso se deve ao fato de o trabalho humano interagir com os meios de produção.

O assunto da crise da sociedade do trabalho é preciso recuperar a diferença marxiana feita entre trabalho concreto e trabalho abstrato, onde o trabalho humano de abstrato cria o valor da mercadoria e o gasto de força humana de trabalho útil e concreto produz valores de uso.

No universo da sociabilidade produtora de mercadorias, finalidade básica é a criação de valores de troca, o valor de uso das coisas é minimizado, reduzido e subsumido ao valor de troca. Mantém somente enquanto condição necessária para a integralização do processo de valorização do capital, do sistema produtor de mercadorias. O resultado da dimensão concreta do trabalho é também por inteiro subordinada à sua dimensão abstrata. Quando se fala da

crise da sociedade do trabalho, é necessário qualificar de que dimensão se está tratando em uma crise da sociedade do trabalho abstrato ou crise da sociedade do trabalho concreto.

A crise do trabalho abstrato pode ser esclarecida, com a redução do trabalho vivo e a ampliação do trabalho morto, há pelos menos duas formas diferentes de compreensão da crise da sociedade do trabalho abstrato, aquela que acha que o ser que trabalha não desempenha mais o papel estruturante na criação de valores de troca, na criação de mercadorias e aquela que critica a sociedade do trabalho abstrato pelo fato de que este assume a forma de trabalho estranhado e fetichizado.

A sociedade contemporânea, menos mercantil e mais contratualista, não mais seria regida centralmente pela lógica do capital, mas pela busca da alteridade dos sujeitos sociais, pela vigência de relações de civilidade fundadas na cidadania, pela expansão crescente de zonas de não-mercadorias ou pela disputa dos fundos públicos.

A diferença entre trabalho concreto e abstrato, a um forte equívoco analítico, pois ocorre um fenômeno que tem dupla dimensão. Dois termos distintos para melhor caracterizar está dimensão dupla do trabalho: work realiza-se como expressão de trabalho concreto, que cria valores socialmente úteis e labour, expressa a execução cotidiana do trabalho, convertendo-se em sinônimo do trabalho alienado.

A ação capaz de possibilitar o salto para além do capital será aquela que propõe redução radical do trabalho e a busca do tempo livre sob o capitalismo, desde que está ação esteja indissoluvelmente articulada com o fim da sociedade criadora de coisas verdadeiramente úteis. Este seria o ponto de partida para uma organização societária que caminhe para a realização do reino das necessidades, momento de identidade entre o individuo e o gênero humano. Por tudo isto o movimento de trabalhadores buscam só a redução da jornada do trabalho é suficiente. Pois é limitada e organizada no interior da sociedade produtiva de mercadorias. A saída é organizar somente para utilização do tempo disponível dentro da sociedade.

Deste modo, o tempo disponível controlado pelo trabalho e voltado para a produção de valores