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Aterro Sanitário

Trabalho por Raquel Cristina Simoes, estudante de Engenharia @ , Em 28/07/2004

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Aterro Sanitário


As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política, cultural e econômica. A sociedade civil ainda não prioriza, como deveria, por insensibilidade, a defesa do meio ambiente. Ao contrário das sociedades indígenas, cuja cultura respeitava a natureza, o homem moderno só começou a perceber a necessidade de combater a poluição quando os efeitos dela lhes caíram sobre a cabeça . Empresários com visão de curtos prazos, inescrupulosos e indiferentes aos danos ao meio ambiente, deixaram em segundo plano o controle ambiental.

A destinação correta dos lixos domésticos é uma incógnita, porque depende de muitos fatores a serem considerados na decisão. Nos próprios países adiantados, por exemplo, há aterros sanitários para orgânicos (Pittsburgh), onde nem se cogita do aproveitamento dos gases gerados (são queimados) ou de produzir adubos (compostagem), dando-se, todavia, extremo cuidado à proteção do solo e ao tratamento do chorume (caldo orgânico gerado na decomposição) que é altamente poluidor dos corpos hídricos.

Os chamados aterros sanitários controlados têm os seus projetos prevendo suas localizações observados os mananciais hídricos subterrâneos e superficiais em posições favoráveis; o solo da base devidamente compactado e impermeabilizado pela própria argila ou com a utilização de mantas de polietileno; já se prevêem caminhos adequados para o chorume e as formas de tratá-los; já ficam previstas as tubulações verticais e perfuradas colocadas na massa do aterro para coleta dos gases que serão gerados, dando a eles destinações que podem ser a simples queima; já se prevêem as coberturas com terra a cada disposição do lixo e finalmente, já fica definido um gerenciamento dos posicionamentos das células, coordenado com as movimentações de caminhões e pás carregadeiras.


Aterro Controlado

É uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.

Esta forma de disposição produz, em geral, poluição localizada, pois similarmente ao aterro sanitário, a extensão da área de disposição é minimizada. Porém, geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados. Este método é preferível ao lixão, mas, devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação, a qualidade é inferior ao aterro sanitário.

Na fase de operação, realiza-se uma impermeabilização do local, de modo a minimizar riscos de poluição, e a proveniência dos resíduos é devidamente controlada. O biogás é extraído e as águas lixiviantes são tratadas. A deposição faz-se por células que uma vez preenchidas são devidamente seladas e tapadas. A cobertura dos resíduos faz-se diariamente. Uma vez esgotado o tempo de vida útil do aterro, este é selado, efetuando-se o recobrimento da massa de resíduos com uma camada de terras com 1,0 a 1,5 metro de espessura. Posteriormente, a área pode ser utilizada para ocupações "leves" (zonas verdes, campos de jogos, etc.).

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB - 1989, realizada pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística - IBGE - e editada em 1991, a disposição final de lixo nos municípios brasileiros assim se divide:

76% em lixões;

13% em aterros controlados e 10% em aterros sanitários;

1% passam por tratamento (compostagem, reciclagem e incineração).


Lixão

É um local onde há uma inadequada disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga sobre o solo sem medidas de proteção ao meio ambiente