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A Sentença de Cristo

Trabalho por Ana Lucia Boese Azambuja, estudante de Direito @ , Em 22/05/2004

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A Sentença de Cristo


Relatório
: Após ser traído por Judas, Cristo é entregue ao sumo-sacerdote Caifás sob a acusação de blasfêmia, já que se proclama filho de Deus e rei dos judeus. Julgado e condenado o réu sofre diversas agressões físicas até ser levado a Pôncio Pilatos, governador da Judéia, nomeado pelo imperador romano. Pilatos diante da sanguinária insistência da multidão, influenciado por Caifás, que exige a crucificação, lava suas mãos. Cristo passa então a ser torturado das mais violentas formas até o momento em que é arrastado para a cruz entre os olhos da multidão.

Fundamento: Jesus, galileu de nação, congrega e ajusta homens ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de Deus e Rei de Israel, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém.

Dispositivo: No ano dezenove do Império de Tibério César , a vinte e cinco do mês de março, na Santa Cidade de Jerusalém, sendo sacerdotes e sacrificadores de Deus, Anás e Caifás, Pôncio Pilatos, governador, governador da baixa Galileia, sentado na cadeira principal do pretório,


SENTENCIA

Jesus de Nazaré a morrer em uma cruz, com outros dois ladrões, afirmando os grandes e notórios testemunhos do povo que:

  • Jesus é sedutor
  • É sedioso
  • É inimigo da lei
  • Chama-se falsamente filho de Deus
  • Chama-se falsamente Rei de Israel
  • Entrou no templo, seguido por uma multidão, com palmas na mão.

Manda ao primeiro centurião, Quirilino Cornelius, que o conduza ao local do suplício.

Fica proibido a qualquer pessoa, pobre ou rica, impedir a morte de Jesus.

As testemunhas que firmam a sentença contra Jesus são:

  • Daniel Robian, fariseu.
  • Joannas Zorobatel.
  • Rafael Robani
  • Capeto, homem público.

Jesus saíra da cidade de Jerusalém pela porta de Estruene.

Comentários: A sentença a que foi submetida Jesus de Nazaré estava cheia de irregularidades. Em uma atualização do processo baseado na legislação romana daquele tempo e com os códigos jurídicos de Talmud ( estudo, em hebraico), " Foi uma sentença arranjada, que salta à vista em qualquer análise jurídica ". Pagaram testemunhas e elas se contradisseram. Baseado nas condições policiais e judiciais em que se encontrava a sociedade de Jerusalém na época, Jesus foi processado e condenado à morte com "duas leis distintas, que sem dúvida tinham que coincidir".

"Como se tratava de uma causa de pena de morte, os delitos julgados pelos representantes de Roma tinham que coincidir com as acusações feitas previamente pelo conselho de judeus. Isto não aconteceu no caso de Jesus Cristo". A sentença de Jesus , frente às autoridades judaicas da época, iniciou-se na mesma noite de sua prisão. Estamos diante de uma violação do Direito Judeu, pelo qual havia um preceito legal que regulamentava o horário que o Conselho de Judeus se estabelecia como Colegiado, além disso, o acusado não pode contar com testemunhas que ajudassem sua causa. Inicialmente Jesus é culpado por blasfêmia , um delito pelo qual se pagava com a vida, segundo o Talmud. No entanto, pela ocupação romana, eles estavam impedidos de executar a condenação. Jesus devia ser julgado apenas por este delito perante as autoridades romanas e não por perturbação da ordem pública. As leis judaicas estavam sujeitas às de Roma, um preso não podia ser julgado por um delito pelo conselho de judeus e por outro por Herodes e Pilatos. "Estas falhas processuais tornam nulas qualquer sentença"