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Aurora Boreal, Aurora Austral e Cinturão de Radiação de Van Allen

Trabalho por Lourival Galhardo Junior, estudante de Diversos @ , Em 02/04/2004

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AURORA BOREAL


O nome parece lembrar um poema; mas na verdade é um espetáculo de rara e inigualável beleza em forma de luz, cor e imagem que a natureza nos oferece.

Nos Estados Unidos, ano de 1941, os cidadãos do oeste da Califórnia, estavam terrivelmente apavorados temendo um ataque japonês devido a II Guerra Mundial que grassava na Europa e Ásia. De repente, noite escura, o céu ficou vermelho. Começa o pânico e soa o alerta geral: acontecera a invasão japonesa, acreditam todos.
Na verdade pode-se dizer que estava acontecendo realmente uma invasão, só que de luz, e o campo de batalha era no céu. Os californianos saem para a rua e começam a ver um dos mais belos espetáculos da natureza: Uma luz brilhante em forma de véu que se estendia por quilômetros em cores diversas e formando diversas e lindas imagens que se moviam lentamente. Na parte inferior predominando o vermelho e o verde, que ora se misturavam como se uma onda fossem, e ora pulsavam como se ali houvesse um coração. Do pânico passam para a admiração, êxtase e logo vem a noticia de que a Califórnia estava sendo presenteada com o fenômeno da "Aurora Boreal" que acontecia a cem quilômetros de altura

Como acontece?

São partículas inergizadas (na verdade ionizadas), prótons e elétrons, chamadas de vento solar, vindas do Sol a 1,4 milhão de quilômetros por hora que penetram nas linhas magnéticas da terra criando os efeitos luminosos. Essas partículas inergizadas são produzidas pelas manchas e labaredas solares (cientistas explicam como a morte do sol) que se encontram com a fina camada de gases da atmosfera, e o campo magnético da terra faz a inclinação dessas partículas para os pólos geométricos (um dos pontos da superfície terrestre em que a inclinação é de noventa graus, podendo ser norte ou sul, pois podem não ser diametralmente opostos). Essas partículas colidem com o oxigênio e átomos de nitrogênio da terra, que mandam os elétrons para fora, deixando os íons em estado de excitação, provocando então sua queima e a irradiação de ondas em vários comprimentos e cores, nascendo as Auroras.

A medida que o vento solar se move no espaço, uma bolha magnetizada é criada ao redor do Sol, chamada de Heliosfera (região do espaço em que a densidade de energia do vento solar é superior à do meio interestelar). É então que o vento solar em expansão encontra as partículas carregadas e o campo magnético no gás interestelar, formando entre o limite do gás e o vento, o Heliopausa, onde a energia do vento solar e do meio interestelar se equilibram. A forma e a pausa do

Heliopausa ainda são desconhecidos.

As naves Voyager e Pionner contribuem para os estudos e esperam responder no máximo em dez anos a tantas interrogações. Enquanto isso a nave Ulysses pesquisa sobre o Sol e o vento solar.  

As Auroras quase sempre acontecem na primavera ou no outono devido a Terra estar quase alinhada com as zonas do Sol onde as manchas são mais freqüentes; entretanto, poderá acontecer, em certas áreas, durante o inverno. Os raios verticais que surgem em faixas, cortinas ou ondas, predominando as cores vermelha, verde, amarela e lilás, são como holofotes aumentando o brilho das estrelas. O céu fica lindíssimo!

E toda essa beleza era prenúncio de catástrofes e guerras, ira divina, castigo e tudo o mais que pudesse espalhar terror. Assim era na antiguidade o que a Aurora Boreal significava. Só podia ser "obra de Deus" ou "coisa do diabo".

Diversos são os nomes das Auroras. Ao norte da Lapônia, região setentrional da Finlândia, a inclinação