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Administração de Recursos Humanos no Brasil - Evolução Histórica e Perspectivas para o Futuro

Trabalho por Claudia Olsieski da Cruz, estudante de Administração @ , Em 20/10/2003

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ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS NO BRASIL

Evolução Histórica e Perspectivas para o Futuro

UNISUAM

Rio de Janeiro – 2003



1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por finalidade demonstrar a evolução do setor de Recursos Humanos no Brasil, desde o final do século XIX, até os dias de hoje, bem como as perspectivas deste setor para o futuro.

Veremos como alguns acontecimentos históricos influenciaram o desenvolvimento e aprimoramento deste setor no Brasil.

Antes chamado de Departamento Pessoal, hoje o setor de Recursos Humanos, tem grande importância em qualquer empresa e confirmaremos essa afirmativa ao longo deste trabalho.


2. O PASSADO

2.1. DE 1880 A 1930

A Administração de Recursos Humanos nas primeiras décadas do século deve levar em consideração a pequena representatividade do proletariado industrial no contexto da população brasileira. No início do século XX se registrava em estabelecimentos industriais, apenas pequena parcela da população brasileira, o que significa fraqueza no poder de pressão do proletariado, ainda mais quando se considera o pequeno peso das atividades econômicas urbanas frente a uma economia essencialmente agrícola.

Este é o período em que o Brasil está num processo de formação da classe operária (industrialização), ainda na expansão da cultura cafeeira. Foi com a comercialização e exportação do café que os setores de serviços e ferroviários se desenvolveram e com isso temos inicio a formação do proletariado urbano industrial.

O fim da escravidão, as mudanças da economia cafeeira, a formação do mercado de trabalho e de consumo interno, a disponibilidade de recursos financeiros e materiais, foram fatos que impulsionaram o desenvolvimento industrial principalmente nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro. A mão-de-obra nas indústrias de São Paulo era de maioria européia, enquanto que nas do Rio de Janeiro eram migrantes vindo da zona rural ou de outro estado.

Por causa das reivindicações por melhores salários, descansos semanais e melhorias de higiene nos ambientes de trabalho, começam a circular um grande número de jornais operários no eixo São Paulo/Rio de Janeiro e a eclosão de movimentos grevistas. Nesta época, em São Paulo, ocorreram 28 greves, sendo duas gerais: uma em 1907 e outra em 1917, considerada, esta última, como uma das mais importantes de todo o movimento operário brasileiro. Este movimento alertou patrões e poder público para a necessidade e premência da criação e uso de medidas adequadas de proteção ao trabalho e ao trabalhador.

No período a partir da Primeira Guerra Mundial a administração de pessoal começa a desenvolver-se tendo como pano de fundo estes movimentos sindicais, fruto dos novos padrões de relacionamento entre operários e patrões.

As políticas de gestão da força de trabalho passam a assumir contornos variados conforme o setor de atividade. Em pequenas empresas, onde as atividades ainda eram semi-artesanais, os padrões de gestão eram mais informais. Em setores como o ferroviário, estas políticas assumem características mais paternalistas em termos de concessões e benefícios aos empregados.

No entanto uma legislação trabalhista só viria a ser criada na década de trinta, ficando assim as atividades de recursos humanos nesse período restringidas a efetuar cálculos da remuneração devida pelo serviço prestado.

2.2. De 1930 a 1950

Período que vivenciou um grande salto nas relações de trabalho; o governo Getúlio Vargas promoveu ampla revolução nesta área, Criou o Ministério do Trabalho, o Departamento Nacional do Trabalho, a nova constituição atrelou os Sindicatos ao Estado, e em 1943 finalmente foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho, que editou a criação da carteira profissional, regulamentou o horário de trabalho no comércio e na