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O Príncipe e a sua Influência na Administração

Trabalho por Eliane de Oliveira Câmara, estudante de Administração @ , Em 29/07/2003

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O PRÍNCIPE


INTRODUÇÃO:

Niccolò Machiavelli (1469-1527) foi historiador e filósofo político italiano. Durante sua carreira como assessor dos governos de Florença, Maquiavel tentou criar um Estado capaz de enfrentar os ataques estrangeiros, garantindo a soberania.

Sua obra aborda os princípios nos quais o Estado deve se basear bem como os meios necessários para reforçá-lo e mantê-lo. Seu livro mais famoso, O príncipe (escrito em 1513 e publicado em 1532), descreve o método pelo qual um governante pode adquirir e manter o poder político. O maquiavelismo como doutrina tem sido utilizado para descrever os princípios do poder político a partir da máxima "o fim justifica os meios".

Em "O Príncipe", Maquiavel mostra, através de claros exemplos, a importância do exército, a dominação completa do novo território através de sua estadia neste; a necessidade da eliminação do inimigo que no país dominado encontrava-se e como lidar com as leis pré-existentes à sua chegada; o consentimento da prática da violência e de crueldades, de modo a obter resultados satisfatórios, onde se encaixa perfeitamente seu tão famoso postulado de que "os fins justificam os meios" como os pontos mais importantes. Há uma reflexão sobre os perigos e dificuldades que tem o príncipe com suas tropas, compostas de forças auxiliares, mistas e nacionais, e destaca a importância da guerra para com o desenvolvimento do espírito patriótico e nacionalista que vem a unir os cidadãos de seu Estado, de forma a torná-lo forte.

Vê-se a necessidade de uma certa versatilidade que deve adotar o governante em relação ao seu modo de ser e de pensar a fim de que se adapte às circunstâncias momentâneas-"qualidades", em certas ocasiões, como afirma o autor, mostram-se não tão eficazes quanto "defeitos", que , nesse caso, tornam-se próprias virtudes; da temeridade dele perante a população à afeição, como medida de precaução à revolta popular, devendo o soberano apenas evitar o ódio; da utilização da força sobreposta à lei quanto disso dependeram condições mais favoráveis ao seu desempenho; e da sua boa imagem em face aos cidadãos e Estados estrangeiros, de modo a evitar possíveis conspirações.

Maquiavel compreendeu que a política é a arte do possível, que leva em conta como as coisas estão e não como elas deveriam estar. Com isso começava a surgir o Estado Moderno.

Maquiavel mostra que um governante não precisa ser totalmente honesto para obter o seu prestígio com seus súditos. Ele deve entender a classe dominante e dominada do seu Estado para manter-se forte no poder.

Na administração ele influenciou na maneira de como um líder deve ser e agir; como ele deve agir para manter o controle da empresa.


RESENHA DO LIVRO:

Maquiavel inicia com uma breve dedicatória do livro ao "Magnífico Lourenço de Médici". Em seguida, começa a tratar de um assunto se estende por grande parte da obra: os principados. Em seguida, o autor propõe-se a examiná-los com profundidade, de acordo com suas características, inicialmente os hereditários e os mistos. Os hereditários são os que são mais difíceis de ocorrer dominação por um conquistador, porque eles possuem um príncipe com poder forte devido à tradição que o acompanha, eles têm uma constante conservação de poder. Os mistos são uma continuação de um Estado já existente, esses estados após serem conquistados serão anexados a outro Estado Antigo. Eles poderão se manifestar de duas maneiras: ou ele terá uma dominação pacífica, fácil; ou uma problemática. Para essa última ele pode utilizar as seguintes soluções: Eliminação da linhagem de nobres que o dominava; a não alteração de leis e impostos existentes; instalação de colônia ou ele deve mudar-se para o estado dominado; principalmente obter apoio dos povos dominados e dos seus vizinhos.

Maquiavel