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Hepatite Infecciosa Canina

Trabalho por Ana Vasconcellos, estudante de Veterinária @ , Em 18/07/2003

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Hepatite Infecciosa Canina


1. INTRODUÇÃO:
A Hepatite Infecciosa Canina (HIC) é uma doença viral contagiosa febril, causada pelo adenovírus tipo I, que afeta principalmente o funcionamento do fígado e de outros órgãos, como rins, globo ocular, hemorragias serosas e mucosas e edema de vesícula biliar. Acomete principalmente animais jovens das espécies canídeas, como cães, raposas, coiotes, lobos, e ursos (Mordecai Siegal, 2002). Devido ao uso disseminado da vacina, a HIC é considerada atualmente rara, e observada quase exclusivamente em animais não-vacinados (GREENE, 1998).

1.1 O FÍGADO: O fígado é uma glândula de extrema importância para o metabolismo do animal. Executa dezenas de funções, todas indispensáveis para o seu bem estar. Por ser um órgão parenquimatoso e bastante irrigado, está sujeito ao processo de autólise e putrefação mais rápido (COELHO, 2002). Nos cães, o fígado é distribuído em 6 lobos (lateral esquerdo, medial esquerdo, lateral direito, medial direito, quadrado e caudado). Cada lóbulo hepático compõe um agrupamento de células denominadas hepatócitos, que se dispõem em placas orientadas radialmente, formando cordões de hepatócitos, envolvendo os capilares sinusóides que são revestidos por uma única camada de células, com 2 grupos celulares: células endoteliais típicas dos capilares sanguíneos e células fagocitárias, denominadas células de kupffer (COLES, 1986; COELHO, 2002) .O hepatócito é a célula de maior versatilidade funcional do organismo animal. É um tipo celular com funções glandulares endócrinas e exócrinas simultaneamente. Além de sintetizar e acumular vários compostos neutraliza outros e transporta corante. As principais atividades são (COELHO, 2002):

  • Síntese de proteína (albumina, protrombina, fibrinogênio);
  • Secreção biliar;
  • Acúmulo de alimentos (os lípides e os glicídes são acumulados na célula hepática na forma de gorduras neutras e glicogênio respectivamente);
  • Metabolismo (conversão de lípides e aminoácidos em glicose);
  • Destoxificação e neutralização (várias drogas são neutralizadas nas células hepáticas devido a processos de oxidação e conjugação).


2. HISTÓRICO
: A HIC já foi confundida com cinomose, antes de ser reconhecida em 1920, em raposas silvestres com sinais de encefalites muito proeminentes. Em 1927 foi percebido que era o mesmo vírus que contaminava os cães, porém neles ocorria inflamação no fígado (Mordecai Siegal, 2002). Em 1947 foi identificada como entidade viral específica dos cães (ETTINGER e FELDMAN, 1997).


3. ETIOLOGIA

3.1 O AGENTE: O adenovírus tipo 1 (AVC-1 ou CAV-1 [em inglês]) é um vírus de DNA de tamanho médio (75nm de diâmetro) sem invólucro protéico, e se relaciona antigenicamente somente com o AVC-2 (ou CAV-2) que é uma das causas de traqueobronquite infecciosa canina (MANUAL MERK, 2001).

3.2 RESISTÊNCIA: É resistente aos detergentes e desinfetantes comuns, porém é sensível a iodo, hidróxido de sódio a 3% ou cloro. É inativado após 5 minutos em temperatura entre 50ºC e 60ºC. Sobrevive fora do hospedeiro, no ambiente, por aproximadamente 6 meses (GREENE, 1998).


4. EPIDEMIOLOGIA

  • Distribuição Geográfica: mundial.
  • Acomete predominantemente animais jovens de até 12 meses (cães, raposas, coiotes, lobos e ursos).
  • Homens não são infectados.
  • Os canídeos silvestres permanecem reservatório do agente.
  • O período de incubação é de 4 a 9 dias - de rápida evolução - (GREENE, 1998).

4.1 índices: Os índices de mortalidade são em torno de 10% e de morbidade 25% (Columbia Encyclopedia, 2001).

4.2 fontes e vias de infecção: A fontes de infecção são:

  • Urina
  • Fezes
  • Sangue
  • Saliva
  • Secreções oculares (contato direto)
  • Contato com cortes ou feridas provenientes de animais infectados.

A via de entrada é oronasal (ETTINGER e FELDMAN, 1997). Ectoparasitas podem ser portadores do vírus e estar envolvido na transmissão natural da doença. Os cães recuperados eliminam o vírus na urina por até 6 meses devido