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A Crise da Década de 80: O Processo de Ajuste Externo

Trabalho por Carine Costa Beber, estudante de Administração @ , Em 19/06/2003

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A Crise da Década de 80: o Processo de Ajuste Externo


No final da década de 70 e no inicio da de 80, o Brasil passava por mudanças no setor internacional, deixando instável a economia brasileira. Com a elevação das taxas de juros em 1979, a dívida externa brasileira explodia, levando-nos a prever o ano do inicio de uma crise cambial.

Com o desequilíbrio externo, o aumento do petróleo e o comportamento insatisfatório da agricultura, a inflação chegou a 77%. É neste período também em que há uma mudança de governo e o novo ministro da economia Mono Henrique Simonsen tenta criar soluções para segurar a crise, mais infelizmente não conseguiu e em agosto/79, foi substituído por Deffim Netto que também apresentou soluções para crise, e o que aconteceu foi que em 1980, os resultados não foram satisfatórios e a situação da economia brasileira era a seguinte.

  • A inflação subiu para 100%, por causa do aumento dos preços públicos e da desvalorização cambial, que aumentou o custo dos produtos importados.
  • A alta do petróleo contribuiu para o aumento das taxas de juros, ampliando assim a divida externa e levando á maior perda de reservas.

Esta piora na situação, fez com que o governo revertesse à política econômica e adotasse uma política ortodoxa chamada "ajustamento voluntário, pois não recorreria ao FMI(fundo monetário internacional).

Pode se aceitar também que o excesso de demanda, não significa desequilíbrio externo, e sim fato decorrente de um endividamento externo que começa a ser cobrado ou fruto de um aumento excessivo nas taxas de juros internacionais, que foi o caso do Brasil, que se endividou com um sistema onde as taxas de juros oscilam e a situação da divida que parecia estar sob controle, tornou-se insustentável.

Um fato importante nesta mudança foi à alteração na política econômica norte-americana. Em 1979, o FED, adotou uma política restritiva, visando conter a desvalorização do dólar em função das oscilações da moeda.

Neste ponto, onde as taxas de juros se elevam e a dificuldade de obter recursos é maior, outros paises também tiveram dificuldades e passaram por um processo de "ajustamento externo", na busca de superávits. Já no Brasil, esse processo, iniciou-se de forma voluntária e aprofundou-se, sob tutela do FMI, que visava garantir o pagamento da divida externa.A política baseava-se na redução de demanda agregada, através da baixa do déficit publico, redução também dos gastos públicos, investimentos, do salário real e do desemprego gerado pelo quadro recessivo.

De resultado, pode-se observar uma profunda, recessão, um baixo crescimento, e uma grande queda per capita, no período em que deu inicio ao controle econômico.

Baseado nisto, podemos afirmar que o processo de ajustamento externo deu abertura política sobre os critérios adotados na conclusão da economia brasileira pelo governo, fato que foi manifestado nas eleições para o governo em 1982. O pais precisava aceitar essa mudança, mas ao mesmo tempo ganhava criticas, pois tinha que conter a divida externa e não atrapalhar o crescimento econômico.

Sendo assim, com o novo governo em 1984 e o movimento das "diretas já", o ajustamento externo ainda questionado pela maioria da população, que tinham em certo ponto seu emprego ameaçado.

Por fim, a inflação atravessou o período militar, passando para nova republica, ainda instável com perspectivas de obter os ajustamento sem conceber danos á população.

A Crise da Década de 80: o Processo de Ajuste Externo


No final da década de 70 e no inicio da de 80, o Brasil passava por mudanças no setor internacional, deixando instável