Fazer pesquisa em uma ou mais carreiras específicas:

Administração Agronomia Arquitetura Arquivologia Arte Astronomia Biblioteconomia Biologia
Bioquímica Cinema Ciências Sociais Colegial Comunicação Contabilidade Desenho Industrial Direito
Diversos Economia Educação Física Enfermagem Engenharia Estatística Farmácia Filosofia
Fisioterapia Fonoaudiologia Geografia História Hotelaria Informática Letras Marketing
Medicina Nutrição Odontologia Pedagogia Produção Cultural Psicologia Química Rel. Internacionais
Secretariado Executivo Serviço Social Terapia Ocupacional Turismo Veterinária Zootecnia


Compartilhe

Tag Cloud

Capital Intelectual

Trabalho por Patricia de Rossi, estudante de Administração @ , Em 22/04/2003

5

Tamanho da fonte: a- A+

CAPITAL INTELECTUAL

São Mateus, maio de 2002.


I - INTRODUÇÃO

A globalização política, econômica e de negócios está se consolidando em um momento de dispersão relativa de estágios de adequação das sociedades, em todos os seus aspectos. Esta situação favorece a ocorrência de uma variada gama de indicadores que apontam para fatores inerentes a processos de decadência e desestruturação social convivendo com a consolidação de estruturas até então não consideradas. Esse rito de passagem de um período histórico para outro traz em seu bojo destruição e reconstrução, o desaparecimento daquilo que não tem pontos de contato com a nova realidade com a qual a humanidade passa a conviver e a rápida elaboração dos mecanismos inseparavelmente ligados ao que está se instalando. O momento revolucionário que atravessamos é de extrema riqueza para aqueles que possuem condições de acompanhar o processo de sua construção e de desalento para os que estão na condição adversa.

A partir desse referencial básico fica claro que o volume de informações que chegam à empresa, surgindo, às vezes, de forma simultânea, de inúmeras fontes, atingiu proporções preocupantes. Seu controle e monitoração tornaram-se um exercício altamente complexo. Grande parte das informações ganhou um adjetivo até então pouco vinculado ao cotidiano dos negócios: desse ponto para frente empresas passaram a lidar com um grande conjunto de variáveis, mais ou menos relevantes, quando focadas pelo ponto de vista unitário, mas dependendo sempre de seu grau de interação com as demais para que sua importância estratégica possa ser convenientemente determinada.

Um fator que chama a atenção dos estrategistas empresariais diz respeito à diversidade das fontes de informação para negócios. Até pouco tempo atrás essas fontes eram facilmente identificáveis. Hoje não são mais. Elas sofreram um processo de expansão (e de dispersão) de tal ordem que o exercício de sua identificação e captura tornou-se uma tarefa para especialistas.

Qual informação, entre várias aparentemente semelhantes, tem importância estratégica para a empresa? Essa é uma das interrogações mais freqüentes no núcleo decisório das organizações. Um outro interessante ponto a considerar na gestão estratégica das empresas é que as ciências humanas, até bem pouco tempo, desprezadas nos referenciais de raciocínio das organizações, passaram a ter uma importância vital para a estratégica dos negócios. Sociologia, História, Geografia, Ciência Política, Filosofia, e a Antropologia, entre outras, passaram a freqüentar com grande intensidade as salas de reunião e os momentos de reflexão estratégica das empresas.

Por último, o fator mais inquietante em relação às fontes de informação está na sua perecibilidade. As informações estão envelhecendo com uma rapidez considerável.

Quando se refere ao Cenário Empresarial não se limita a ótica de observação apenas aos assuntos diretamente ligados aos objetivos específicos, ou ramo de atividades da empresa. O foco de análise e observação deve estar voltado para todo o leque de ciências humanas que determinam ou identificam as variáveis de comportamento dos indivíduos enquanto seres isolados (clientes individuais ou finais) e em conjunto (empresas clientes finais ou intermediários). Isto não condiciona que toda empresa tenha, obrigatoriamente, para sobreviver, tornar-se um centro de pesquisas sociais. O que isso quer dizer é que um fator, até aqui considerado, de forma quase consensual, irrelevante para a definição de negócios, deve passar a ser visto de maneira mais pragmática pelos antigos estrategistas empresariais.

Um Planejamento Estratégico, qualquer que seja o seu objetivo, só se sustenta caso a sua infra-estrutura básica, o Cenário Empresarial, tenha sido elaborado com a utilização de todo o potencial intelectual disponível na organização.

A elaboração de Cenário Empresarial não pode, sob pena de tornar-se irremediavelmente inútil, ser considerado um exercício de adivinhação. Repetindo, a conclusão de um cenário para empresa é um exercício intelectual que pretende, a partir do